CONFIANÇA...

Nada ou pouco nada, nas nossas vidas - privadas, publicas, profissionais ou mesmo desportivas se consegue, sem termos confiança naquilo que fazemos.

É com esta ideia que me pareceu ser interessante iniciar esta edição da revista dedicada às jornadas de alimentação animal, organizadas pela secção de pre-misturas da IACA.

O significado de confiança prende-se com o sentimento de confiar em algo, em crer e fundamentalmente em ter esperança.

Mas, caros leitores, que tem a ver isto com o nosso tema de capa?

 Tem muito a ver, tem a ver com a razão de ser das empresas que represento, tem a ver com razão de elas existirem, tem a ver, fundamentalmente com a verdadeira essência do seu trabalho em prol de uma alimentação animal moderna, segura e competitiva.

Para o relacionamento entre as partes – empresa de pre-misturas e fabricantes de alimentos compostos – o estabelecimento de um “status” de confiança é crucial no desenvolvimento de um trabalho credível e transparente.

A inovação, formação, competividade e segurança alimentar, onde assenta o trabalho e o dia-a-dia das nossas empresas, são um dos pilares que sustenta a elevada credibilidade do setor da alimentação animal, representada pela IACA.

Inovação, pela constante busca de soluções mais optimizadas para a nutrição animal numa área onde as exigências são cada vez maiores, pela rapidez com que as genéticas modernas avançam – a nutrição vai sempre em busca de satisfazer essa evolução genética -  e as necessidades atuais de rentabilização dos capitais investidos pelos produtores pecuários.

Também na área ambiental a inovação tem uma importância acrescida, na despoluição dos solos e emissões de gazes, através da otimização nutricional das suas dietas, com menos desaproveitamento dos nutrientes e substituição de produtos  por alternativas mais biodegradáveis. A nutrição animal tem essa responsabilidade.

Na formação, a organização de ações como as Jornadas de Alimentação animal, que já vai na sua quarta edição, tem vindo a ser uma referencia na atualização de conhecimentos e um fórum de discussão de técnicos e empresários ligados à nossa atividade. Os vários temas abordados, tem vindo ao encontro das necessidades dos presentes, que tem sido muitos, e das empresas que representam. Tem sido um sucesso.

Falemos de competividade.

Quantas empresas desta secção exportam? Quase todas ou mesmo todas. Somos competitivos para exportar, somos certamente competitivos para o mercado interno. A competividade responsável é aquela que permite ao setor avançar, modernizando-se, buscar novos mercados nunca saindo do seu padrão de qualidade.

Sim, é aqui que a confiança nas empresas de pre-misturas deve estar assente. Na qualidade dos seus processos e rastreabilidade de fabrico, na qualidade e origem dos produtos utilizados.

Na segurança alimentar falemos do QUALIACA. Processo que leva aproximadamente 4 anos de desenvolvimento. Processo integrador, que a IACA promoveu, onde a seção de pre-misturas se empenhou mas que...

O QUALIACA é um programa de controlo de qualidade de matérias-primas que teve como primado a segurança alimentar, ou seja, o seu reforço.

Chamo-lhe integrador pois quisemos construi-lo com os intervenientes e partes interessadas no processo de abastecimento de matérias-primas, mas não tem sido fácil. Questões legais e corporativas tem impedido de se chegar a bom “porto”. Mais uma vez a confiança impera e a esperança é resiliente.

A qualidade tem um preço, enquanto esse preço não for reconhecido por todas as partes intervenientes do processo de abastecimento do mercado, algo está mal.

Fomos pacientes, dialogantes, construtivos e principalmente responsáveis na proposta á indústria de um programa de controlo da qualidade de matérias-primas. Assim não foi o entendimento de alguém interessado que assim não fosse, um processo integrador. Entendo assim que devemos seguir o nosso caminho na proposta de reforço da qualidade das nossas matérias-primas para um reforço de qualidade dos nossos alimentos compostos.

Esperemos pelos novos capítulos.

Por último a nossa associação. Essa sim está viva e recomenda-se.

A prova está na proposta que a direção vai colocar em discussão e aprovação dos novos estatutos, nomeadamente no seu alargamento. Aqui sim um testemunho de integração da fileira da produção de alimentos compostos para animais, com a aceitação de novos “players” que contribuem para a confiança e dialogo profícuo centrado na qualidade e produtividade dos nossos alimentos.

Bem como no rugby, estamos em pleno mundial da modalidade, o esforço de entreajuda, a entrega e a confiança de que o companheiro de equipa está ao seu lado para o apoiar no seu objetivo de chegar com a bola á linha de “ensaio” é um verdadeiro testemunho de equipe e camaradagem. Todos diferentes para um bem melhor.

É assim que devemos encarar a nossa colaboração, como secção da IACA.

Caminhar para uma indústria moderna, competitiva e segura.  

A todos um bem-haja.

 

João Barreto

Diretor da IACA

 

 


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