Parcerias estratégicas para assegurar o futuro

O historial da IACA tem sido feito de parcerias e de cooperação, quer com outras organizações a montante e a jusante da nossa Indústria, quer com entidades públicas e privadas. É esse o nosso ADN, feito de "cumplicidade" ativa na defesa dos interesses dos associados. Não faltam exemplos no passado, desde as exposições conjuntas com outras entidades sobre diversos dossiers, a génese da legislação do Interprofissional, o CIAPA, GRUPAN, INTERNUTRI, Fichas Técnicas, Programa AGRO, o GMCC 13...
É certo que o papel da alimentação animal já não é o mesmo dos anos 80 - dependemos hoje muito mais da DG SANCO e menos da DG AGRI e as questões da segurança alimentar assumiram uma dimensão que não tinham - e os mercados são hoje diferentes, mais exigentes, maduros e competitivos, mas tal não significa que a nossa Indústria seja menos relevante, pelo contrário, ganhou um peso específico mas agora como parte integrante da cadeia alimentar, sobretudo ao nível dos produtos de origem animal. Pelas questões de qualidade e segurança e, consequentemente, confiança, mas também porque a alimentação representa o principal custo das produções pecuárias. Por isso, ainda fazem mais sentido as parcerias e as iniciativas conjuntas porque todos somos parte integrante do mesmo objetivo: produzir com qualidade e a preços competitivos para o consumidor final. Qualquer crise no consumo arrasta toda a Fileira Pecuária e a alimentação animal. Convêm não esquecer esta realidade porque todos somos corresponsáveis.   
 
Recentemente, e cumprindo de resto o Plano da Direção, desenvolvemos duas iniciativas que são particularmente relevantes nesta perspetiva: as Jornadas de Alimentação Animal e a Plataforma "Peço Português". Sobretudo num contexto difícil, em que assistimos a um "definhar" da pecuária em Portugal, sendo urgente inverter esta tendência e recolocar o Setor como umas prioridades no próximo Quadro Comunitário de Apoio.  
 
No que respeita às Jornadas, a II edição confirmou que é possível, com os nossos parceiros, quer no âmbito dos associados como aconteceu este ano, quer alargando a outras empresas da Fileira, como nas I Jornadas, termos um evento de referência na área da Alimentação Animal em Portugal, porque existe uma vontade de discutir temas de carácter técnico, de aprender, inovar, formar e informar.
 
Faz igualmente sentido a colaboração com organizações internacionais como a USSEC ou a ASA, confirmada na carta do Conselheiro Agrícola da Embaixada dos EUA para Espanha e Portugal, Robert Hanson, à IACA sobre as relações entre Portugal e os EUA, sobretudo numa altura em que decorrem as negociações transatlânticas, já denominadas como as maiores a nível mundial.  
 
Por último, merece destaque a Plataforma "Peço Português" que foi apresentada publicamente em 4 de abril, na Presidência da República, na presença de ilustres convidados, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, cujo apoio e cumplicidade desde já agradecemos.
 
Constituída por um conjunto de organizações ligadas à Fileira Pecuária, incluindo a IACA, esta estrutura é, antes de mais "uma organização de resistência", inconformista, que acredita que é viável produzir em Portugal, uma Pecuária moderna e competitiva, indo ao encontro das necessidades e satisfações dos consumidores. Acreditamos que é possível acrescentar valor, consumir mais produtos animais de origem nacional, substituir importações e aumentar as exportações. Criar emprego, desenvolver empresas, ordenar a paisagem e o território. Criar vida no Mundo Rural.
 
Na intervenção que teve lugar no Palácio de Belém, a Plataforma deixou claros os seus objetivos:             
  • Conquistar a cumplicidade ativa da Administração Pública, da Sociedade Civil e de todas as Associações da Fileira no desígnio nacional de aumentar as exportações, reduzir importações e equilibrar o deficit da balança comercial Portuguesa especialmente no que respeita aos produtos da Indústria Agroalimentar: carne, leite e ovos.
  • Intensificar e acelerar o desenvolvimento de condições para o aumento da  produção é essencial para promover os adequados níveis de autoaprovisionamento, bem como para capitalizar o potencial exportador do setor. Essas condições são:

 

  • Aumento da produção de matérias-primas (cereais, oleaginosas e proteaginosas) para a alimentação animal
  • Concentração da oferta no setor e promover a integração das Fileiras
  • Promoção de I&D em parceria com as universidades e unidades de investigação para definição das ações   necessárias para o desenvolvimento competitivo e inovação do setor
  • Diplomacia Económica: abertura de novos mercados, eliminando custos de contexto e barreiras técnicas
  • Funcionamento mais equilibrado da cadeia alimentar - indexação dos preços das matérias-primas nos contratos   de negociação com as empresas de distribuição; Conceção conjunta e adoção de códigos de boas práticas,   evitando o esmagamento de margens na produção; reformulação da legislação que regula as relações comerciais
  • Políticas públicas de apoio ao Setor, no que respeita à defesa da manutenção dos apoios comunitários para   Portugal na Reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e Programa de Desenvolvimento Rural 2014/2020- Apoios   para a modernização da produção e de condições infraestruturais para a exportação, nomeadamente o   funcionamento das operações portuárias. 

Pela forma como foi apresentado este Projeto, aqui deixamos uma palavra de agradecimento público para o Engº Armando Sevinate Pinto e para os responsáveis do Gabinete de comunicação da Presidência da República, pela preparação do evento, incansáveis em assegurar toda a logística e os pormenores, para que nada falhasse e que a iniciativa estivesse à altura das expetativas, incluindo o entusiamo do Presidente da República. Muito Obrigado, Engº Sevinate Pinto, sem a sua intervenção e cumplicidade, nada disto seria possível.

Uma iniciativa que excedeu as nossas expetativas mas agora é preciso sensibilizar os consumidores e a opinião pública em geral.
 
Contamos com todos e cada um e com os parceiros institucionais como o Governo, a APED, a AEP e a Ordem dos Médicos Veterinários. Para assegurar a sustentabilidade da produção pecuária nacional e, com ela, o futuro da nossa Indústria. 
 
 
Jaime Piçarra

 


Login

Autenticar Registar

Login

Username
Password *
Lembrar-me

Associe-se

Os campos assinalados com asterisco (*) são obrigatórios.
Name
Username
Password *
Verificar password *
Email *
Verificar email *

Pesquisa

Newsletter