Plano de Ação da IACA para 2018

I – Breve análise de 2017

Praticamente seis anos depois do início da assistência financeira, que marcou a entrada da Troika em Portugal e com dois anos de um novo ciclo governativo que assentou a sua política na reversão de algumas políticas sociais e económicas, o desempenho da economia nacional e, consequentemente, a conjuntura da indústria dos alimentos compostos para animais, num clima de continuada globalização dos mercados, acentuada concorrência e interdependência, foi naturalmente condicionada pela evolução dos acontecimentos a nível internacional, em particular na União Europeia, e nacional.

No plano mundial, a política errática e volátil dos EUA, isolados em temas relevantes como as alterações climáticas ou, mais recentemente, no conflito que opõe Israel à Palestina, a continuidade do embargo russo aos produtos agroalimentares da União Europeia, o peso crescente da Rússia mas sobretudo da China na geopolítica internacional, a par de outras situações como as crises da Venezuela e no Brasil, as mudanças em Angola ou os problemas na Catalunha, que influenciam toda a Espanha, foram os fatores mais relevantes, criando ainda mais incerteza e imprevisibilidade para o futuro, com impacto quer na importação de matérias-primas, quer nas exportações ou nos futuros acordos comerciais, sobretudo bilaterais, uma vez que se assiste a um relativo falhanço nas negociações multilaterais, no quadro da OMC.  

De acordo com as estimativas mais recentes da OCDE, a economia mundial deverá crescer 3,5% em 2017, situando-se em 2018 nos 3,7% do PIB, desacelerando, em 2019, para os 3,6%. Aquela organização internacional deixa um sério apelo aos Governos para fazerem reformas nas áreas do investimento, que seja mais inclusivo e mais acessível para as empresas, e no plano laboral, com aumento de salários e melhoria da produtividade.

É de registar ainda que apesar do crescimento económico, os níveis de rendimento per capita de antes da crise (2008) ainda não foram atingidos. Destacam-se o impacto benéfico para a economia, do conjunto dos países da OCDE, mas também europeu, do período de transição até finais de 2020 que está previsto no âmbito do Brexit.

Na União Europeia, o ano ficou marcado por um populismo crescente e pelas divisões em muitos dos Estados-membros, alguns claramente apostados em políticas nacionalistas e de protecionismo, pelo fenómeno das migrações e as eleições em França e na Alemanha, e de um modo geral com a crescente penetração dos partidos mais extremistas, à esquerda e à direita (Holanda, Áustria).

Foram muitas as legislações nacionais com impacto nos produtos agroalimentares - como é o caso do leite – que poderão por em causa a concretização do Mercado Único, que celebra os 25 anos em 2018.

O Projeto europeu pareceu estar em causa e fala-se cada vez mais num recentrar do eixo franco-alemão, sendo manifesta a preocupação da atual Comissão de aproximar os cidadãos das políticas europeias, concedendo maior margem de manobra aos Estados-membros, consequência das ausências de maiorias qualificadas em decisões importantes.

Quer pela via dos acordos comerciais, quer aproveitando o “autoisolamento” dos EUA, a União Europeia quer assumir um novo papel no panorama global.

Numa altura em que se debate a revisão da PAC pós-2020 e, sobretudo, um novo Orçamento plurianual, naturalmente influenciado pela saída do Reino Unido, as ambições de Bruxelas e os desafios que a Europa tem pela frente só deverão ser alcançados com um reforço do Orçamento, apelando-se já a um maior contributo e esforço dos atuais Estados-membros no Projeto Europeu.

A par de outras questões como o funcionamento da cadeia alimentar, estes serão os grandes dossiers para 2018.                 

Em Portugal, 2017 foi claramente um ano de comportamento bipolar: o bom desempenho económico que culminou com a saída do Procedimento por Deficit Excessivo e as alterações nas notações das principais agências de rating, (beneficiando os juros e a redução da dívida soberana), bem como a eleição do Ministro das Finanças para Presidente do EUROGRUPO, contrastou com a seca e o flagelo dos incêndios, pondo a nu o problema da proteção do Estado aos cidadãos em serviços que não pode falhar, e sobretudo a questão do interior e do Mundo Rural, que tem de regressar ao centro do debate político, tal como aconteceu com a Agricultura nos anos da crise.

De facto, o PIB deverá crescer 2,6% (contra os 2,4% na zona Euro), o investimento 8,3% e as exportações 7,7% contra 7,4%, arrastadas pelos bens de investimento, com uma taxa de desemprego de 9,1%, o que é muito positivo, tudo isto numa altura em que Portugal está em alta no turismo a nível mundial, igualmente importante para o sector agroalimentar. O consumo privado esteve também em alta, 2,2%, com o endividamento das famílias a aumentar, o que representa uma preocupação, a par da dívida pública, que continua muito elevada (próximo dos 126%), a mais baixa dos últimos 19 anos ao nível do ratio do PIB, com o deficit a poder situar-se abaixo das previsões iniciais, 1,4% em 2017. 

Estes foram os principais fatores que condicionaram o desempenho da nossa Indústria e a Fileira pecuária em geral, de que se destacam:  

Pela positiva,

  • A resposta das empresas associadas da IACA na ajuda às populações afetadas pelos incêndios de junho e de outubro, quer no quadro do Projeto “IACA Solidária”, ou na colaboração com a Ordem dos Médicos Veterinários, bem como a implementação da ração de manutenção para ruminantes, apoiada pelo Ministério da Agricultura, 
  • A tendência de relativa quebra nos preços das principais matérias-primas para a alimentação animal, consequência das boas produções de cereais e de soja a nível mundial, com impacto na oferta e na reconstituição de stocks, pese embora em níveis inferiores aos de anos anteriores,
  • A baixa de preços das principais matérias-primas para a alimentação animal, pese embora a sua volatilidade, permitiu mitigar os custos de produção da alimentação animal e tornar a pecuária mais competitiva
  • A continuada resposta por parte da Comissão Europeia, na sequência do pacote de medidas para fazer face à crise do leite e da carne de porco, e uma aposta na internacionalização, o que permitiu aliviar as tensões de mercado e níveis de exportação, sobretudo de carne de porco, tendo a China como principal destino,
  • Os preços do petróleo, com um comportamento relativamente favorável e a imposição de metas para a produção de biocombustíveis (cada vez mais em causa, sobretudo os de primeira geração), com reflexos favoráveis nos preços do milho e das oleaginosas,
  • Um aumento da oferta de proteaginosas na União Europeia, a dever-se, em parte, às medidas implementadas no quadro da reforma da PAC de 2013,
  • O esforço continuado da parte das autoridades nacionais, no sentido da abertura de mercados externos para os produtos agroalimentares,
  • A cumplicidade com a Administração Pública em muitos dossiers, designadamente da parte dos Ministérios da Agricultura e do Mar, indo ao encontro de algumas das necessidades e reivindicações do Setor, sobretudo ao nível do QUALIACA,
  • Um Congresso da FEFAC que ficou marcado pela presença do Comissário Phil Hogan, e dos Governos de Portugal e de Espanha, e pela partilha de posições comuns relativamente à importância, posicionamento e futuro do Setor que a IACA representa,
  • A realização dos Estados Gerais da Alimentação em França, impulsionadas pelo Presidente Emanuelle Macron, do qual se esperam medidas que poderão vir a influenciar o funcionamento da cadeia alimentar e o futuro do sector agroalimentar na UE;

Pela negativa,

  • A continuidade do embargo russo, agora ainda mais político com as questões em torno da carne de porco, limitando as exportações de leite e carne de suíno,  
  • A desaceleração das exportações agroalimentares para a China, relevantes para a carne de suíno, que potenciam o aumento da oferta destes produtos e preços baixos nas explorações pecuárias, pondo em causa a sua viabilidade,
  • A relação euro/dólar, muito volátil, devido à relativa desvalorização da moeda europeia, pese embora a promoção das exportações, não permitiu acomodar na sua totalidade, a baixa dos preços das principais matérias-primas na origem,
  • A continuada estratégia de “destruição de valor” e as práticas abusivas da Grande Distribuição, com sucessivas promoções e baixos preços dos produtos de origem animal e, não raras vezes, sem cumprirem as regras de rotulagem e falta de informação clara ao consumidor, 
  • A continuada desinformação quanto às consequências do consumo de leite, carnes vermelhas e de produtos transformados na saúde dos consumidores, considerando estes produtos como potencialmente cancerígenos ou simplesmente aludindo ao seu consumo como elementos de dietas pouco saudáveis, conjugado com o impacto da atividade pecuária no ambiente e nas alterações climáticas,
  • A insuficiente resposta na abertura de alguns mercados externos, essenciais para que as empresas se possam consolidar e ultrapassar as dificuldades criadas pelo mercado interno,  
  • As pressões de partidos que apoiam o Governo em proibir as importações de OGM ou a rotulagem de produtos com ingredientes de natureza transgénica, acompanhado de um continuado debate a nível da União Europeia,
  • A crise dos ovos contaminados com fipronil, felizmente sem repercussões em Portugal, mas que relevou a questão da segurança alimentar e os controlos e fiscalização,
  • A reputação do sector agroalimentar em geral, numa altura em que as entidades governativas, sobretudo a Direção Geral da Saúde, numa aliança com a Ordem dos Nutricionistas e outras entidades, que elegeram o açúcar, o sal e as gorduras como “inimigos públicos”, ignorando o esforço das empresas em fornecer produtos saudáveis aos consumidores;

Em conclusão, apesar das melhorias conjunturais, 2017 foi mais um ano bastante complicado e difícil, na linha de 2016, e com ausência de respostas concretas, sobretudo a limitações na área do Ministério do Ambiente, ao problema da burocracia e custos de contexto, para além de alguns constrangimentos no aprovisionamento de matérias-primas para a alimentação animal, em quantidade ou qualidade.  

Apesar de todas as dificuldades, em que o aumento da procura de alimentos compostos foi muito influenciado pela seca e pela exportação de produtos de origem animal, as nossas estimativas de produção (associados da IACA) apontam para um aumento da produção global em torno dos 3%, impulsionado pelas aves (6,0%), bovinos (5%) e outros animais (4%), assistindo-se a uma quebra dos alimentos para suínos, entre 4 a 5%.   

 

             II – Ações previstas para 2018

Aprovado o Orçamento de Estado para 2018, não parece que este seja o orçamento de que o País precisa para que as empresas e a economia se fortaleçam: sem reformas estruturais, reduz ligeiramente a austeridade, mantém a falta de crescimento e tende a criar maior rigidez nas relações laborais, para além das medidas que aumentam a fiscalidade e que não promovem o investimento e a competitividade das empresas, nem a redução da despesa pública, apesar das preocupações na contenção do deficit.

Não é de todo um orçamento “amigo” das empresas e das reformas de que os empresários necessitariam, tal como foi referido pelos parceiros sociais com assento no Conselho Económico e Social. Também aqui, urge potenciar a nossa filiação na FIPA e o facto desta entidade exercer o cargo de Vice-Presidente da CIP.

Nesta perspetiva, o ano de 2018, de desaceleração do crescimento económico (2,3%), não será seguramente um ano fácil para o nosso Setor, até pelo que está em jogo na União Europeia.

Aguarda-se ainda um recrudescer dos conflitos laborais e maior instabilidade social, pelo que a área da Contratação Coletiva será muito relevante, sobretudo numa altura em que a IACA, APIM e ANIA, por considerarem os Contratos caducos, querem avançar com uma ação judicial contra a DGERT.  

Deste modo, fortemente preocupados com a conjuntura, centrados na promoção da produção agropecuária nacional e no consumo de produtos de origem animal junto dos consumidores e nos mercados externos – reduzindo a nossa dependência do exterior -, numa linha de continuidade, os principais objetivos da IACA passam pela consolidação e reforço da atividade de representação da Indústria a nível nacional e internacional, e na divulgação das nossas propostas para o exterior, centrados nos seguintes eixos:

 

1. Reforçar e agilizar a ligação entre a IACA e os seus associados, ao nível dos contactos diretos (Grupos de Trabalho com técnicos das empresas associadas), para acompanhar dossiers relevantes para o Sector e preparar posições junto das autoridades nacionais e em Bruxelas), da informação disponibilizada (Informação Semanal, Revista “Alimentação Animal”, Anuário IACA, Newsletter, Notas de Conjuntura, INFO IACA, Circulares, modernização do website, simplificação da consulta da legislação) e na resolução de problemas que se colocam a cada empresa, bem como no âmbito das Reuniões Regionais da Indústria, com temas da atualidade.

Daremos continuidade, sobretudo num plano mais técnico, ao Programa de visitas às fábricas, para um melhor conhecimento dos problemas e das expetativas das empresas associadas, com a comunicação e difusão das conclusões destas reuniões através da Revista “Alimentação Animal”. Procuraremos ainda abordar com mais frequência as empresas, com vista a perceber com que dificuldades e constrangimentos se deparam, por forma a dirigirmos a nossa ação com maior eficácia.

2. Reforço da Cooperação com as autoridades oficiais, designadamente ao nível da Agricultura, Economia, Ambiente, Saúde, Mar e Emprego, principais áreas com impacto para o nosso Sector, com destaques para o GPP, a DGAV e a APA. No quadro da investigação e desenvolvimento, serão privilegiados os contactos com o INIAV e as Universidades (ISA, UTAD, Faculdade de Medicina Veterinária, ESA Santarém, ESA Coimbra, UÉvora, UPorto), no sentido de fazer a ponte entre a investigação e as empresas, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. A presença da IACA, enquanto representantes da FIPA em Comissões de Acompanhamento no quadro do Ministério da Agricultura, designadamente do PDR 2020 ou Revisão da PAC pós-2020, potenciam essa lógica de cooperação e articulação, procurando resolver ou mitigar os problemas/estrangulamentos da nossa Indústria. 

3. Reforço da articulação entre a IACA e as organizações a montante e a jusante do nosso Sector, ao nível das Associações agrícolas (ANPOC e ANPROMIS) – de que é exemplo a constituição do Clube Português dos Cereais Forrageiros de Qualidade -, de comerciantes e importadores (ACICO), pecuárias (representantes dos sectores das carnes, do leite e dos ovos) e da FIPA, consolidando a relação de Fileiras e criando maior lobby e “massa crítica” junto das autoridades nacionais e internacionais na defesa dos interesses comuns: a defesa da sustentabilidade da produção nacional e do Mundo Rural, o equilíbrio no relacionamento com as cadeias de distribuição, a promoção da alimentação animal, da produção pecuária e do consumo de produtos de origem nacional, nos mercados interno e externo. Teremos em 2018 um envolvimento no Grupo Operacional “Efluentes”, entre outros, com a FPAS, FEPASA e INIAV, ou o Projeto Mais Coelho, em colaboração com o INIAV e Associações de Caçadores ou proprietários agrícolas e florestais, dando igualmente início ao Protocolo de Cooperação com o INIAV para, que o Polo de Santarém seja efetivamente colocado ao serviço da Alimentação Animal.

4. Consolidar a imagem da IACA e as suas posições no plano internacional, em particular junto da FEFAC e da FoodDrinkEurope - potenciando a representação da Indústria em fóruns de interesse para o Setor e em Grupos Consultivos da Comissão Europeia, e no Parlamento Europeu - e junto da opinião pública, através dos media e do meio académico e universitário, intervindo em Jornadas, workshops, Seminários e Conferências, promovendo os interesses dos associados, a inovação e o conhecimento, tal como tem acontecido nos últimos anos, em que a IACA, para além de ter assento no Praesidium e Conselho da FEFAC, coordena Grupos de Trabalho relevantes.

5. Depois da experiência de 2016, com 15 ações no terreno e de 27 em 2017, alargando a representatividade do controlo de matérias-primas importadas de Países Terceiros, pese embora a providência cautelar e a Ação em Tribunal interposta pela ACICO, em representação dos comerciantes/importadores, continuaremos a apostar no QUALIACA – visando a sua consolidação no mercado -, com os custos a serem suportados parcialmente pelos aderentes (o restante será assumido pela Associação), a partir de janeiro de 2018. Reitera-se que este Projeto, bem acolhido pela Indústria e pela Fileira da produção animal, tem em vista o reforço da qualidade das matérias-primas, complementando o Plano de Controlo Oficial, e uma estratégia que permita potenciar uma nova relação com os nossos fornecedores, com maiores exigências contratuais.

6. Daremos continuidade ao processo de filiação de novas empresas e novas atividades no universo da alimentação animal, na sequência da alteração dos Estatutos de 2016 e o sucesso de 2017, com a entrada de mais empresas, designadamente para a nova SPMA. Esta estratégia reforçará o peso e o papel da Instituição como parceiro e a sua capacidade de intervenção na Sociedade, nos próximos anos, preparando-a melhor para os desafios do futuro.

Para atingir estes objetivos, o Plano de Ação, que se reflete naturalmente na proposta de Orçamento para 2018, contempla um conjunto de iniciativas, das quais destacamos as seguintes:

  • Realização de eventos temáticos ao longo do ano, designadamente as Reuniões Gerais da Indústria, mantendo o modelo de convites a representantes das autoridades oficiais que acompanham os diferentes dossiers, de forma a compreenderem melhor as posições e necessidades da Indústria.
  • Face ao sucesso das edições anteriores, realizaremos, em colaboração com a SPMA, as VII Jornadas de Alimentação Animal, uma iniciativa que já constitui uma referência anual.
  • Presença da IACA nos fóruns nacionais e internacionais a que está ligada, designadamente no âmbito da FIPA, GPP, DGAV, APA, FEFAC, FoodDrinkEurope e Comissão Europeia (DG AGRI, DG SANTE) e contactos ao nível da REPER, Parlamento Europeu e Comissão de Agricultura da Assembleia da República.
  • Consolidação do FeedMed, grupo de pressão constituído pela IACA/EUROFAC/ASSALZOO/CESFAC, representando Portugal, França, Itália e Espanha, constituído em setembro de 2017 e cujo objetivo é defender em Bruxelas, nomeadamente no quadro da FEFAC, os interesses e especificidades dos países do Sul, face a pontos de vista divergentes dos blocos do Norte ou de Leste, influenciando as decisões e o modelo de governação da FEFAC.   
  • Continuamos a assegurar a vice-presidência do Comité “Alimentos Compostos” e a representação nos Grupos de Diálogo Civil “Culturas Arvenses”, “PAC”, e “Acordos Internacionais da Agricultura”, no quadro da DG AGRI/Comissão Europeia, bem como a coordenação do Grupo PARE (Política Agrícola e Relações Externas) da FIPA, com participação nos Comités da FoodDrinkEurope, em particular o da Competitividade.
  • Para além da presença nos Comités específicos da FEFAC (a que acrescentaremos o da Sustentabilidade), e da representação no Conselho, a IACA continuará a ter uma participação muito ativa no Praesidium, Conselho (pelo novo Presidente da IACA, Romão Braz) e no Comité Diretor da nossa organização europeia, através da reeleição para o Praesidium, no âmbito do Mandato 2017/19, da anterior Presidente Cristina de Sousa, nas eleições do XXVIII Congresso da FEFAC que se realizaram em Espanha, Córdoba, em junho de 2017, numa organização conjunta com a AFACA, que contou com o apoio e colaboração da IACA e da CESFAC.
  • No quadro da Contratação Coletiva de Trabalho, não tendo sido possível chegar a um acordo com os Sindicatos e feita a denúncia dos Contratos, com pedido de caducidade, com a ausência de resposta da DGERT, as Associações envolvidas (IACA, APIM e ANIA) vão avançar com uma Ação em Tribunal contra aquela entidade governamental.
  • Acompanhamento do processo legislativo relativo à aprovação de organismos geneticamente modificados, quer para importação, quer para cultivo.  
  • Colaboração no PANRUAA – Plano de Ação Nacional para a Redução do Uso de Antibióticos nos Animais, quer para ajudar a atingir este objetivo, quer na promoção da receita veterinária eletrónica, na defesa da utilização dos alimentos medicamentosos como um serviço de inegável valor prestado aos clientes, mas igualmente como uma ferramenta eficaz no controlo e redução do consumo de medicamentos, como uma das medidas de combate ao problema da resistência antimicrobiana. Destaca-se igualmente a promoção da “desmedicalização” no setor da cunicultura, com a assinatura de acordos voluntários entre os diferentes operadores da Fileira, bem como a assinatura de um compromisso para a redução na produção de suínos. Recorde-se que a IACA tem a presidência do Grupo da Comunicação, o que é motivo de maior responsabilidade na promoção deste tema da redução da resistência antimicrobiana e da utilização prudente de antibióticos na opinião pública, que tem um novo Plano de Ação desenvolvido pela Comissão Europeia. 
  • Participação no Grupo Operacional do INIAV “Efluentes pecuários”, na Rede Inovar e no Projeto Mais Coelho, no sentido de valorizar e divulgar a inovação e a investigação criando mais-valia e conhecimento para os seus associados.
  • Criação de Grupos de Trabalho “ad-hoc” para a discussão de dossiers importantes para o futuro do Sector, em estreita ligação com a FEFAC, tendo em conta os interesses nacionais.
  • Lançamento do Guia de Rotulagem de alimentos compostos para animais, tendo em conta as últimas alterações legislativas.
  • Atualização do “Código de Boas Práticas para os Industriais de Pré-Misturas e de Alimentos Compostos para Animais destinados à Produção de Géneros Alimentícios”.
  • Conclusão e Lançamento do “Manual para o controlo das principais substâncias indesejáveis e proibidas na alimentação animal”, em conjunto com a DGAV.
  • Iniciativas e acompanhamento da aplicação da legislação CLP (Regulamento (CE) nº 1272/2008), transporte ADR e fichas de segurança (Regulamento (CE) nº 1907/2007) às pré-misturas e aditivos, assim como workshops no mesmo âmbito.
  • Ações de formação respeitantes à implementação dos Planos de HACCP e realização de testes de homogeneidade e contaminação cruzada em colaboração com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
  • Atualização da Plataforma informativa no sítio da IACA relativa aos aditivos, nomeadamente com listagens atualizadas dos aditivos autorizados, alterações legislativas importantes, aditivos órfãos e atualização de assuntos em discussão a nível nacional e comunitário.
  • Acompanhamento da revisão da legislação sobre os alimentos medicamentosos e medicamentos veterinários, que deve ser finalizada no primeiro semestre no quadro da presidência da Bulgária. 
  • Dinamização da CT 37 com participação em Congressos e diferentes grupos de trabalho, tendo em vista um melhor conhecimento da sua atividade e da importância para a credibilidade da alimentação animal, na sequência das iniciativas dos trabalhos de 2017.
  • Realização, em outubro em Lisboa, dos Comités da FEFAC, “Nutrição Animal” e “Pré-Misturas e Alimentos Minerais”, à semelhança do que aconteceu em 2017 com o Comité “Alimentos para Peixes”.  
  • Acompanhamento e envolvimento nos dossiers relativos à revisão da PAC pós-2020, sustentabilidade (soja responsável), monitorização dos mercados (matérias-primas e produtos animais), Plano Europeu sobre a Proteína, que se prevê venha a ser lançado no primeiro trimestre de 2018, e Funcionamento da Cadeia Alimentar, designadamente as Práticas Comerciais Desleais (UTP).
  • Início do Protocolo de cooperação com o INIAV.
  • Parceria com a FPAS no Projeto Porco.pt
  • Consolidação do Protocolo QUALIACA, com a execução de um Plano para 2018 e apresentação dos resultados de 2017.

Atenta às dificuldades que têm caracterizado a evolução da indústria de alimentos compostos para animais, sobretudo nestes últimos anos, em que são constantes os ataques à imagem do Setor e aos produtos de origem animal, com impacto negativo na Fileira pecuária e desde logo na nossa atividade, a Direção da IACA está consciente das dificuldades e das exigências, tendo como principal objetivo a aposta continua e reforçada nas parcerias e na dinâmica da nossa Organização, alargando a sua base de apoio e a sua capacidade de intervenção, quer na Fileira, quer junto dos responsáveis, políticos e Administração Pública.

Na certeza de que, pela sua história e experiência de mais de 40 anos, e pela constante adaptação e capacidade de nos adaptarmos a novas realidades, somos uma Associação com visibilidade, credível e respeitada, quer pelos nossos parceiros, quer pelas autoridades, seja em Portugal ou no quadro da União Europeia.

Por isso temos sido chamados a intervir em inúmeras missões internacionais, colaborando igualmente no documento que a FEFAC aprovou em 2016, no seu Congresso, na Turquia, e que continuará a ser o nosso motor: a Visão 2030 da Indústria da Alimentação Animal, em que a segurança alimentar, o papel da nutrição animal e a sustentabilidade são os principais eixos na adaptação aos novos tempos, enquanto parceiros de confiança e gerando valor e conhecimento na cadeia alimentar. 

Neste quadro de incerteza global em que vivemos, neste primeiro ano do nosso Mandato, para além do reforço e consolidação dos Projetos estruturantes (Alargamento e QUALIACA), em que estaremos centrados na informação e na comunicação, o que continuamos a garantir aos nossos Associados é ambição e vontade, com coerência e espírito de Missão, tendo em vista a coesão da Indústria e a sustentabilidade da IACA, fio condutor que suportará as grandes orientações estratégicas no médio e no longo prazo.

 

E, numa altura em que nos aproximamos dos 50 anos de Associativismo, iniciado pelo GNIACA, sempre na defesa dos legítimos interesses dos nossos Associados.

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