* plano de ação da IACA para 2009

Como é do conhecimento dos Srs. Industriais, o ano de 2008 foi marcado por uma conjuntura particularmente difícil, com 2 semestres claramente distintos mas em que a volatilidade dos preços e o clima de incerteza, a que se juntou a crise de confiança do sistema financeiro, conduziu a uma crise sem precedentes a nível mundial.
 
Infelizmente, para o nosso Sector, a conjuntura de enormes dificuldades já tinha sido iniciada em 2007 com a alta dos preços do petróleo e das matérias-primas e, consequentemente, dos alimentos compostos para animais. Sem poder repercutir esses aumentos nos custos de produção da pecuária, pelo menos de uma forma proporcional, e os preços dos produtos animais no consumidor final, o nosso Sector foi o grande financiador da actividade Pecuária que se encontra descapitalizada e sem grandes condições de poder inverter esta tendência no curto e médio prazo, tendo em conta o clima de forte recessão e com riscos de deflação que caracteriza a conjuntura económica em todo o espaço europeu.
 
Se por um lado existem alguns aspectos positivos como a tendência para a quebra nos preços das matérias-primas, a redução das taxas de juro e dos custos da energia (petróleo), por outro lado é evidente que as empresas encontram grandes dificuldades em se financiarem e os consumidores perdem poder de compra e muitos dos problemas do nosso país são assumidamente de carácter estrutural como tantas vezes referimos nas nossas mensagens, quer para a Indústria, quer publicamente e junto do Governo.
 
Outro aspecto positivo respeita à nossa inserção na cadeia alimentar. É cada vez mais importante a "orientação" do mercado (livre ou integrado) da alimentação animal para a saúde e bem-estar dos animais e igualmente na qualidade dos seus produtos.
 
Tratando-se do sector agro-alimentar (importante na produção de alimentos) cujos produtos vão chegar ao consumidor final e sendo inegável que os consumidores vão ter de continuar a adquirir alimentos (carne, leite e ovos) e despender uma maior fatia do orçamento familiar na sua aquisição, teremos, forçosamente, de olhar para o problema da concorrência externa, europeia (sobretudo do mercado espanhol) ou de países terceiros, cujos sistemas de produção (não deixaremos de realçar este aspecto que distorce claramente o mercado) não seguem as regras que são exigidas aos produtores europeus.
 
Uma outra questão relevante prende-se com a concorrência interna, designadamente ao nível da Grande Distribuição que, através do seu poder dominante no mercado de retalho, contribui decisivamente para o bloqueamento dos justos preços dos produtos da pecuária, agravando directamente a situação financeira dos produtores.
 
Em 2008, a IACA efectuou uma importante reestruturação nos seus serviços, com uma aposta clara na simplificação de procedimentos, num maior recurso aos equipamentos informáticos ao nível do tratamento, arquivo e envio de informação, possível pelos investimentos efectuados no âmbito do Prime. Assistimos assim a uma redução de custos significativa face ao montante orçamentado e o valor real.
 
A Informação Semanal passou a ser disponibilizada "on-line", bem como a maior parte da informação enviada aos Associados. O site passou a ser igualmente uma ferramenta importante e foi renegociado o contrato em relação à Revista "Alimentação Animal" e outras aquisições de bens e serviços.
 
Ao nível internacional, a IACA cresceu em termos de visibilidade e de exposição, que decorre naturalmente do facto do seu Presidente ser simultaneamente Presidente da FEFAC mas os representantes da IACA nos diferentes Comités ganharam igualmente maior peso e importância relativa dentro da organização.
 
Coordenamos hoje importantes Comités ou Grupos de Trabalho, quer ao nível da FEFAC, quer da FIPA e participamos activamente na CIAA ou nos Comités Consultivos da Comissão Europeia e temos sido convidados a intervir cada vez mais na cena internacional. Todas estas sinergias, nacionais e internacionais, também têm contribuído não só para alargar o nosso campo de actuação, "fazer ouvir a nossa voz", dar maior credibilidade e prestígio à nossa Associação mas igualmente contribuem para uma redução das despesas com as viagens, quer porque muitas das intervenções são suportadas pelas organizações, quer pela negociação de despesas de viagens e alojamento, o que acaba igualmente por ser reflectido no orçamento.
 
Atentos e preocupados com a conjuntura actual, sem deixar de perspectivar 2010, para o ano de 2009, os principais objectivos da IACA passam pela consolidação e reforço deste percurso, centrado em 4 eixos fundamentais:
  1. Reforçar a ligação entre a IACA e os seus associados, quer ao nível dos contactos directos, quer da informação disponibilizada (IS, Revista, Notas de Conjuntura, Notas Semanais, Circulares, website), na resolução de problemas que se colocam a cada empresa e no âmbito das Reuniões Regionais da Indústria.
  2. Reforço da Cooperação com as autoridades nacionais, designadamente com os Ministérios da Agricultura, Economia e Ambiente e os diferentes serviços que os integram face aos dossiers importantes que estão a ser negociados em Bruxelas ou os que decorrem de legislação meramente nacional.
  3. Reforço da articulação entre a IACA e as organizações a montante e a jusante do nosso Sector quer ao nível das Associações pecuárias quer das que representam os sectores das carnes e do leite (agro-indústria) consolidando a relação de Fileiras e criando maior lobby e "massa crítica" junto das autoridades nacionais e internacionais na defesa dos interesses comuns, que são a defesa da produção nacional e do Mundo Rural, a promoção do consumo de produtos de origem nacional e a reabilitação da imagem da pecuária intensiva.
  4. 4.    Reforçar e consolidar a imagem da IACA e as suas mensagens/posições no plano internacional e junto da opinião pública, através dos meios de informação e do meio académico e universitário, intervindo em Jornadas, workshops, Seminários e Conferências.
 
Para atingir estes objectivos, o Plano para 2009 contempla um conjunto de iniciativas, das quais destacamos as seguintes:
  • Comemoração dos 40 Anos da IACA;
  • Realização de eventos ao longo do ano, designadamente as Reuniões Gerais da Indústria e as Reuniões Regionais, num formato semelhante ao da última reunião, em que contámos com a presença de um convidado das autoridades oficiais, de forma a compreender melhor as nossas posições;
  • Presença da IACA nos fóruns nacionais e internacionais a que está ligada, designadamente no âmbito da FIPA, GPP, DGV, Ambiente, FEFAC, CIAA e Comissão Europeia e contactos ao nível da REPER, Parlamento Europeu e Subcomissão de Agricultura da Assembleia da República;
  • Criação de Grupos de Trabalho "ad-hoc" para a discussão e tomada de posições face a determinados dossiers importantes para o futuro do Sector;
  • Alargamento do público-alvo da Revista "Alimentação Animal", com uma maior colaboração da Secção dos Fabricantes de Pré-misturas, de maior destaque à inovação do Sector, à investigação e às empresas associadas;
  • Acompanhamento dos dossiers que directa ou indirectamente afectam a Indústria: Medidas disponibilizadas para as empresas para minorar os efeitos da crise, OGM (novas aprovações e fim da tolerância zero), farinhas animais, reavaliação de aditivos, etiquetagem de substâncias perigosas e transportes ADR, rotulagem e colocação no mercado de alimentos para animais, Código de Boas Práticas, ProDer e QREN, REAP, Ponto Verde e problemática das embalagens, dos "Unifeeds" e a situação das empresas operando no chamado mercado livre, da concorrência desleal, "Health Check" (desde logo as medidas anunciadas para o sector do leite) e discussão da PAC pós-2013, Pesticidas, Codex Alimentarius, SILOPOR, Ambiente, Bem-estar animal, Biocombustíveis e Sustentabilidade.
 
Lisboa, 16 de Janeiro de 2009
 
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