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Revista: Nº 92 - 2015

  • Categoria: Revista
  • Data da Revista: 2015-07-23
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    Indíce
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    Editorial

    Mudança de época

    O sector agro-alimentar tem sofrido, principalmente nas últimas décadas, mudanças contínuas que o obrigam a evoluir, a adaptar-se e a ser inovador. E tem conseguido sê-lo, especialmente nos países desenvolvidos que sabem que este mesmo sector é e será vital para o desenvolvimento económico, para o bem-estar social e, até, para os equilíbrios estratégicos a nível mundial. Alguns dos operadores já tiveram que dar o grande salto passando da produção tradicional para uma produção muito técnica onde a inovação e eficiência são, muito mais que palavras, fatores essenciais para o sucesso. No nosso País as produções de carnes de frango e de porco, especialmente estas, são o exemplo do que se passará na restante cadeia agro-alimentar.

    A produção nestes dois subsectores são de elevada exigência, onde não chega produzir bem, é necessário ser eficiente. De entre as mudanças aquelas que melhor podem servir para análise e observação de outras áreas de produção animal, ainda não sujeitas a esta realidade, são as variações dos preços dos produtos cotados em bolsa e o poder de pressão e negociação das grandes operadoras do comércio. Esta constante pressão e posição de fragilidade obriga os operadores de produção a serem rigorosos, eficientes, profissionais. No fundo obriga-os a serem gestores de negócios.

    As palavras que atrás redigi visam alertar os produtores de leite para a MUDANÇA DE ÉPOCA que o fim das quotas leiteiras provocou. Os números do sector leiteiro na economia nacional são conhecidos, mas nunca é demais recordá-los. Dos 16.027 produtores existentes em 2004/05 restam em 2013/2014 cerca de 6.432, sendo que 2.802 estão nos Açores e 3.630 no Continente. A perda de produtores é superior a 60% em apenas 10 anos, contudo a produção total de leite tem mantido a quantidade, de forma mais ou menos regular e próxima de 1.900.000 Ton. O que mudou? A dimensão das explorações e a produtividade. A produção média por exploração passou de 25.000 para 300.000 litros/exploração ano. A produtividade média por vaca passou de cerca de 4.000/kg lactação para mais de 8.000/kg lactação. São números que demonstram uma evolução fantástica e uma vitalidade no sector admirável. Isto só é possível com um maior profissionalismo, muita inovação e, essencialmente, dedicação dos produtores.

    Visto desta forma parece que tudo são rosas e que não há lugar a preocupações. Pois não é assim! A nova época que representa a situação actual, determinada pelo fim das quotas leiteiras na Europa, a partir de Março de 2015, lança incertezas e angústias num sector que, em 2013, representava cerca de 734,5 milhões de euros, cerca de 12% do valor total da produção agrícola nacional, sendo que os produtos lácteos eram então responsáveis por 15% do sector agro-alimentar e 1,3% do PIB nacional, segundo fontes associativas deste mercado. Estas incertezas e angústias são resultado da baixa do preço do leite pago ao produtor e do desconhecimento do que será a realidade no período pós quotas leiteiras.

    Este enquadramento traz consigo mais desafios à produção e aos operadores dos vários segmentos do leite. Continuar a evolução no que se refere à valorização do leite e seus derivados, à gestão das explorações, à sua modernização, melhoria genética e eficiência produtiva, são objectivos prioritários. Rentabilizar produções de forragens produzidas nas explorações, sejam silagens, fenos e outras soluções de alimentação, serão essenciais para reduzir custos, assim como o será a eleição de parceiros capazes de apoiarem tecnicamente a produção. É neste campo que a Indústria de alimentos compostos para animais joga um papel decisivo e tem, mais do que qualquer outro operador, técnicos devidamente preparados para dar apoios à nossa produção e aos nossos produtores. Acredito que o sector leiteiro em Portugal sairá mais forte, mais saudável e mais rentável, assim os nossos produtores nos prefiram para parceiros de eleição no desafio que é a redução de custos e aumento da eficiência produtiva.

    António Santana



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