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Revista: Nº 94 - 2015

  • Categoria: Revista
  • Data da Revista: 2016-01-25
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    http://issuu.com/alimentacao_animal/docs/aa_94

    Indíce
    • Editorial
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    • Segurança Alimentar
    • Sustentabilidade
    • Investigação
    • Plano de Ação
    • SFPM
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    • Notícias das empresas
    • Agenda

    Editorial

    Perspetivas para 2016

    Numa altura em que a IACA tem assumido, e bem, a promoção e pedagogia da qualidade, da exigência e da segurança alimentar como reforço da confiança na Fileira da Alimentação Animal, designadamente na Indústria dos alimentos compostos para animais - a generalidade dos artigos desta edição da Revista são dedicados a este tema - vale a pena perspetivar o ano de 2016 e o que dele podemos esperar.

    Conhecidas as dificuldades ao nível do mercado dos produtos pecuários, acentuadas em 2015 pelas crises no leite e nos suínos, tem vindo a ganhar relevância o setor dos petfood, conquistando uma crescente quota de mercado às importações, criando emprego e valor para a economia nacional.

    Quando em 2000 se começou a produzir alimento seco para cães em Portugal, poucos acreditavam no potencial e no enorme crescimento que o sector viria a atingir no nosso Pais. Aliás, muitas foram as iniciativas da IACA (que ainda continuam) a chamar a atenção para o problema do diferencial da taxa do IVA entre Portugal e Espanha, como um fator limitante e de grande constrangimento ao seu desenvolvimento, apesar de sempre termos contado com os sucessivos responsáveis dos Ministérios da Agricultura e da Economia para esta causa.

    Durante alguns anos apenas tivemos 2 fabricantes. No final do primeiro semestre de 2016 vamos dispor de 6 unidades de produção de petfood em Portugal. Ao longo destes 15 anos a evolução foi enorme, grandes investimentos foram feitos, quer nos mais modernos equipamentos de produção, assim como na qualidade e imagem dos produtos. Estes investimentos permitiram estar ao nível dos melhores fabricantes europeus.

    A primeira extrusora instalada em Portugal apenas produzia 800 kg/hora, atualmente temos extrusoras que produzem desde as 4 toneladas até 12 toneladas/ hora, nas linhas mais recentes, a qualidade da moagem (inferior a 1mm) e a utilização de vacum Cooter, permitem utilizar grandes quantidades de líquidos, (óleos, gorduras e digest), produzindo um produto final de excelente qualidade.

    Relativamente aos subprodutos de origem animal, matéria-prima fundamental na produção deste tipo de produtos, também existiu uma enorme evolução; dispomos em Portugal de proteína animal transformada de excelente qualidade, em tudo idêntico ao que melhor se produz na Europa, pese embora os preços um pouco mais elevados.

    Dispomos de unidades dedicadas exclusivamente aos subprodutos de aves, uma especializada em carne de coelho e outras nas restantes espécies (bovinos e suínos).

    Com a junção de ambos os fatores, Fabricantes de Petfood e matérias-primas, reunimos em Portugal condições para produzir alimentos de grande qualidade. No entanto, devido à crise, os produtores nacionais estão mais focalizados para a produção de alimentos de gamas económicas, em detrimento de produtos Premium, e Super premium.

    Esta especialização nos produtos económicos permitiu que tenhamos atualmente em Portugal um preço de venda igual ou inferior ao praticado pelos nossos vizinhos espanhóis, dificultando, cada vez mais, a sua entrada em território nacional.

    Com a entrada em produção de uma nova unidade, e tendo em conta que as marcas de referência continuaram a ser produzidas fora do nosso território, passamos a dispor em Portugal de capacidade de produção instalada superior ao nosso consumo.

    Para minimizar este problema teremos que introduzir novas referências direcionadas para pequenos nichos de mercado, e encontrar parceiros além-fronteiras de modo a escoar os excedentes de produção.

    Em muito pouco tempo passamos de uma situação deficitária para uma excedentária, que num futuro próximo poderá colocar em causa a sustentabilidade de um setor tão recente em Portugal.

    Também por isso, o QUALIACA e o reforço do controlo de qualidade das matérias-primas, onde tudo começa, é tão importante, porque é por aí que ganhamos capacidade competitiva. Que passa por uma estratégia inequívoca de exigência, qualidade e segurança, afirmando os nossos produtos, seja a nível nacional ou nos mercados externos, criando Confiança e Excelência, ao longo de toda a cadeia alimentar.

    Seja nos produtos alimentares de origem animal, ou nos alimentos para animais de companhia, é a imagem do Setor e do País que está em causa. Só poderemos ser sustentáveis se formos capazes de ir ao encontro das necessidades dos animais, ao nível da saúde e bem-estar animal, e das exigências dos nossos clientes!

    E esse é o mesmo desafio que se vai colocar a toda a Indústria em 2016 e nos próximos anos.

    Ulisses Mota



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