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Revista: Nº 98 - 2017

  • Categoria: Revista
  • Data da Revista: 2017-02-02
  • Agora também pode ver a nossa revista online!!!
    https://issuu.com/alimentacao_animal/docs/aa_98

    Indíce

    Editorial

    Feliz 2017...

    Cabe-me, no início de 2017, tecer algumas considerações que, no âmbito da Direção de IACA, me parecem relevantes realçar, não fazendo um cúmulo das ações havidas mas sim aproveitando um momento sempre de eleição para refletir nas problemáticas do nosso mercado.

    Como membro da secção de Pré-Misturas da IACA, congratulo-me efusivamente por duas ações relevantes que ocorreram recentemente no âmbito da nossa Associação: as Jornadas de Alimentação Animal e o alargamento a novos associados, nomeadamente a empresas de aditivos.

    Quanto à primeira, ocorridas em setembro passado, mais uma vez, um sucesso. Com mais de cem participantes, temas atuais e a participação das universidades, obteve-se um compromisso entre assuntos científicos de grande qualidade e actualidade, e outros de indubitável interesse para a Indústria e técnicos presentes.

    Temos por isso consolidado estas jornadas, como a referência do encontro anual dos especialistas em nutrição animal. Assim vai continuar, promovendo a excelência nos seus conteúdos, ao serviço de um setor em constante evolução, em busca de soluções que sirvam a produção pecuária, ajudando-a na rentabilidade dos seus ativos, sustentabilidade e segurança alimentar.

    A propósito de segurança alimentar.

    Segurança é a sensação de estarmos protegidos de riscos. Riscos que controlamos, riscos que não controlamos.

    Os que controlamos, resolvido está. Nos outros, entram as parcerias, a confiança e a responsabilidade. É aqui que se assume a nossa Indústria como parceiro de confiança, como falei no meu último Editorial.

    A segurança alimentar, hoje em dia, não se resume à problemática dos alimentos medicamentosos. Alarga-se muito mais para além disso. Abrange a formação de técnicos, investimento em rastreabilidade, processos de certificação, QUALIACA, controlo de qualidade e fundamentalmente pela responsabilidade das empresas do setor em apresentar ao mercado alimentos seguros e confiáveis.

    Nos últimos 15 anos, a evolução do setor da agroindústria tem vindo a ser condicionada por dois fatores conjunturais. Por um lado a constante procura por parte das empresas do setor da nutrição animal de maior sofisticação dos processos produtivos, tanto ao nível das rações bem como ao nível das diversas produções pecuárias, nomeadamente na eficiência e segurança alimentar através de novas imposições legais motivadas pelas sucessivas crises alimentares (dioxinas, nitrofuranos, BSE, Etc..) e por outro, através da pressão por parte dos consumidores e grandes superfícies, sobre alimentos seguros. Muitas vezes através de uma informação defeituosa e insuficiente por parte de diversos operadores da nossa sociedade.

    Foi igualmente com este foco de qualidade e de responsabilidade que alargámos a nossa associação a empresas de aditivos, incorporando-as na secção de pre-misturas, passando a designar-se agora SPMA (Secção de Pré-misturas e Aditivos).

    Entendemos que é com elas que igualmente se discute a inovação de alimentos mais seguros, com produtos alternativos e naturais adequados a estratégias alimentares preventivas.

    O alargamento tem por si só um fundamento moderno e atual. A Fileira tem objetivos comuns. Devemos potenciar a todo o custo as relações sectoriais para melhor servir a pecuária nacional e defender os interesses do Setor. Parcerias que valem a pena!

    Ocorre nestes primeiros tempos de 2017, um projeto a iniciar, que apoiamos efusivamente. O PORCO.PT.

    Em mercados maduros e globalizados, a única via de valorização dos nossos produtos parte pela diferenciação. A identificação e reconhecimento pelo consumidor de um produto de qualidade e diferenciador, de um produto fabricado em Portugal e principalmente de um produto português que obedece às regras de bem-estar animal, está na génese deste projeto. Apoiamo-lo muito e vamos dar o nosso contributo a questões que se prendem com a sua nutrição.

    A proteína animal, nomeadamente as carnes, leite e ovos, são parte essencial da alimentação humana. Lembro-me eu, quando era uma criança, a carne era uma refeição que custava dinheiro. Era por isso muito bem aproveitada por parte de quem tinha a seu cargo o orçamento familiar.

    Havia respeito por um bife que nos chegava ao prato. Acho que se perdeu esse respeito. Há desperdício.

    Gostava de com esta reflexão deixar um voto para 2017.

    Que os portugueses valorizem estes bens e principalmente, que valorizem o que é nosso.

    Bom ano 2017

    João Barreto



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