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Revista: Nº 86 - 2013

  • Categoria: Revista
  • Data da Revista: 2013-12-30
  • Agora também pode ver a nossa revista online!!!
    http://issuu.com/alimentacao_animal/docs/aa86_6.pdf_ultima_prova

    Indíce
    • Editorial
    • Tema de Capa
    • Plano de Acção
    • Qualidade
    • Opinião
    • GMCC 13
    • Investigação
    • PAC
    • SFPM
    • Notícias da empresas
    • Notícias

    Editorial

    A qualidade é hoje uma palavra comum para a maioria das empresas associadas da IACA. Temos vindo a observar, num crescente número de empresas, quer no sector do fabrico de alimentos compostos para animais, quer nas pré‑misturas, uma ou mais certificações, com especial destaque para a norma ISO 9001. Este facto demonstra o esforço que o sector tem feito para melhorar e estar à altura dos desafios da segurança alimentar. As lições do passado não foram em vão e as várias crises que ocorreram nos últimos quase 20 anos serviram sempre para fortalecer o Sector e demonstrar a sua capacidade de resiliência e de inovação. Agora, novos desafios se colocam às empresas com a restritiva legislação europeia no que respeita às substâncias indesejáveis nos alimentos para animais, cujo exemplo paradigmático é a presença da aflatoxina B1 nos alimentos compostos para vacas leiteiras. Como é do conhecimento geral, o limite máximo legal para a referida aflatoxina (B1) nos alimentos para vacas leiteiras na União Europeia é de 5 ppb, mas de 20 ppb nas diversas matérias‑primas. Ora, esta realidade coloca um desafio adicional a todas as empresas pois, quando afirmamos ter em armazém um conjunto alargado de matérias‑primas, todas conformes com a legislação em vigor no que respeita à aflatoxina B1, pode não nos ser permitido fabricar alimentos para vacas leiteiras de acordo com a referida legislação. A resposta a este desafio está na qualidade no sentido da norma ISO 9001, ou seja, os requisitos internos de qualidade das empresas não se podem resumir aos limites legais: têm de ir mais além, de acordo com as necessidades dos nossos clientes e o tipo de alimentos fabricados nas nossas unidades. Fica claro que não bastam boas intenções e uma boa definição de requisitos internos para planos de inspeção pois, sem os nossos fundamentais e estratégicos parceiros, os fornecedores de matérias‑primas, não nos será possível atingir este objectivo.

    Daí que, mais do que nunca, esteja na ordem do dia a importância estratégica da afirmação de um verdadeiro espírito de parceria entre a indústria dos alimentos compostos para animais e os fornecedores de matérias‑primas, no sentido de serem implementadas medidas que assegurem o cumprimento de todos os requisitos de qualidade, para além dos definidos legalmente: só assim poderemos reforçar e defender a sustentabilidade do nosso sector.

    Para além das questões relativas às substâncias indesejáveis, é um facto que as matérias‑primas de qualidade superior e ao nível das melhores práticas a nível mundial garantem, não só o cumprimento de toda a legislação em vigor, como também o mais importante: os melhores desempenhos zootécnicos e índices de conversão, que asseguram a viabilidade e a competitividade dos nossos clientes produtores agro‑pecuários.

    Portanto, e de uma vez por todas, devemos empenhar‑nos para encontrar uma solução em que, através da responsabilização de todos os intervenientes na cadeia de valor da produção agro‑pecuária, começando nas matérias‑primas, passando pelos aditivos e premixes, bem como nos fabricantes de alimentos para animais, na produção animal e posterior transformação, possamos garantir a segurança daquilo que produzimos.

    Como contributo decisivo para darmos um importante e fundamental passo e garantir a segurança alimentar, a IACA está a promover e a desenvolver o projecto QUALIACA. Trata‑se de uma iniciativa no sentido de controlar e monitorizar a qualidade das matérias‑primas baseada numa parceria entre a IACA e os seus associados, os fornecedores de matérias‑primas e a DGAV. Esta é, pois, uma oportunidade a não perder em que, todos em conjunto, possamos passar das palavras aos atos e demonstrar o nosso empenhamento em garantir os objectivos já referidos.

    Bons negócios e votos de um Excelente ano de 2014!

    José Romão Braz



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